Bulgária

Bulgária

Um assassinato em 2018, o terceiro na União Europeia em menos de um ano

Poderíamos esperar uma melhoria na liberdade de imprensa desde que a Bulgária ocupou a presidência rotativa do Conselho da União Europeia até ao final de junho de 2018, mas foi o contrário que ocorreu. O ano foi marcado pelo assassinato de uma jornalista de televisão, Viktoria Marinova, em outubro, e, acima de tudo, uma vontade clara das autoridades de abafar o caso, entravando a investigação. A corrupção e o conluio entre a mídia, políticos e oligarcas são extremamente comuns. Um nome simboliza essa tendência: o de Delyan Peevski, que "oficialmente" controla dois diários (Telegraph e Monitor) (mas também um canal de televisão (Kanal 3), sites de notícias e grande parte da rede de distribuição de mídia do país). A alocação pelo governo de fundos europeus para certos veículos de comunicação é feita na maior opacidade, facilitando a corrupção de certos órgãos de imprensa que se mostram, assim, totalmente complacentes ou evitam abordar assuntos que irritem. Ao mesmo tempo, o assédio judicial à mídia independente, como o grupo de imprensa Economedia, está duas vezes mais intenso. Nos últimos meses, a pressão sobre os jornalistas investigativos aumentou tanto que a prática da profissão se tornou perigosa.

111
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

0

111 em 2018

Pontuação global

-0.11

35.22 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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