Bolívia

Bolívia

Uma recorrente censura de Estado

 A imprensa boliviana está constantemente no centro das tensões entre os partidários e os oponentes do presidente Evo Morales, que está no poder desde 2006. Na Bolívia, os meios de comunicação são fortemente incitados a evitar qualquer comentário negativo sobre o governo e o presidente. Jornalistas considerados muito incômodos são vítimas de assédio judicial. Devido ao decreto supremo 181 de 2009, os jornalistas que "mentem", "fazem política partidária" ou "ofendem o governo" podem ser privados de recursos vinculados à publicidade oficial. Essas pressões financeiras desempenham um papel ainda mais importante na Bolívia, o país mais pobre da América do Sul. Em setembro de 2018, o Presidente Morales anunciou o seu desejo de ver promulgada uma "Lei contra a mentira" (Ley de la Mentira), prevendo sanções penais para os políticos e os meios de comunicação que divulgarem informações consideradas falsas. Esse anúncio levantou muitas preocupações para os jornalistas, que o consideram um instrumento potencial para censurar vozes críticas ao governo. Juntamente com prisões arbitrárias e um alto nível de impunidade, esse clima favorece fortemente a autocensura em todo o país.

113
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-3

110 em 2018

Pontuação global

+2.93

32.45 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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