Bolívia

Bolívia

Censura de Estado e pressões financeiras

A destituição e o exílio forçado do ex-presidente Evo Morales, durante as eleições presidenciais de novembro de 2019, mergulharam a Bolívia numa fase de incerteza e instabilidade. O período eleitoral foi marcado por numerosas agressões e ataques a jornalistas no contexto de manifestações. Durante os três mandatos consecutivos de Evo Morales na liderança do país (2006-2019), a imprensa boliviana esteve constantemente no centro das tensões entre apoiadores e opositores do governo, e a mídia foi fortemente incitada a evitar comentários negativos sobre o executivo. Quando considerados incômodos, os jornalistas bolivianos são vítimas de assédio judicial. Devido ao decreto supremo 181 de 2009, os jornalistas que "mentem", "fazem política partidária" ou "ofendem o governo" podem ser privados das rendas vinculadas à publicidade oficial. Essas pressões financeiras desempenham um papel ainda mais importante na Bolívia, um dos países mais pobres da América do Sul. Juntamente com prisões arbitrárias e um alto nível de impunidade, esse clima favorece fortemente a autocensura em todo o país.

114
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

113 em 2019

Pontuação global

-0.01

35.38 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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