Bélgica

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Em recuo

A situação dos jornalistas e da liberdade de imprensa está se deteriorando na Bélgica. O país registra um claro recuo no ranking. A introdução de uma recente circular destinada a melhor organizar a comunicação entre o sistema judiciário belga e a mídia belga chocou a profissão. O texto permitirá que um magistrado controle uma reportagem antes de sua difusão e decida o que o público belga verá ou não. Uma medida em contradição direta com a Constituição que determina que "a imprensa é livre" e que "a censura nunca pode ser estabelecida". Uma restrição à liberdade de informação ainda mais rejeitada por surgir após a detenção arbitrária e momentânea pela polícia dos jornalistas da RTBF em junho de 2018, no contexto de uma reportagem sobre um campo de migrantes. Além disso, os jornalistas relataram nos últimos meses falta de recursos e censura. Em 23 de fevereiro de 2019, funcionários da Rádio televisão belga francófona (RTBF) entraram em greve para denunciar a falta de pessoal em um momento em que a Associação dos Jornalistas Belgas votou uma moção de apoio aos jornalistas do grupo de imprensa da Valônia L'Avenir, confrontado com um plano de reestruturação que inclui 45 demissões. Em novembro de 2018, o canal RTL TVI Belgique - que demitiu um quinto de seus funcionários desde 2017 - decidiu demitir Emmanuelle Praet, uma colunista política, depois que ela se posicionou sobre os coletes amarelos no ar. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, manifestou apoio público à jornalista belga.

9
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-2

7 em 2018

Pontuação global

-1.09

13.16 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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