Bangladesh

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Violências e ameaças islamistas em ambiente de endurecimento político

Em Bangladesh, é desaconselhado criticar a Constituição ou o Islã, ainda que o país seja, oficialmente, laico. Com relação a esses temas, jornalistas e blogueiros que recusem a censura e a autocensura podem pegar prisão perpétua, ou até mesmo ser condenados à pena capital. Aqueles julgados como laicos demais, são por sinal alvo dos grupos islamistas, que regularmente incitam ao assassinato de blogueiros e pensadores críticos na Internet. O pluralismo é uma realidade, mas a violência endêmica contra jornalistas e suas redações, e a impunidade da qual usufruem quase sistematicamente seus autores, aumentam a autocensura nos meios de comunicação. Em 2017, pelo menos 25 jornalistas e várias centenas de blogueiros ou usuários do Facebook foram processados com base na lei sobre as tecnologias da informação e da comunicação, que criminaliza a publicação online de informações consideradas difamatórias ou blasfematórias. Em vez de emendá-la, o governo de Sheikh Hasina apresentou, no início de 2018, uma nova lei sobre a segurança digital que permite ainda, com uma formulação vaga dos dispositivos, amordaçar de forma drástica as vozes que incomodem.

146
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

0

146 em 2017

Pontuação global

+0.26

48.36 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2018
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2018
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2018
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