Bangladesh

Bangladesh

Recrudescimento dos ataques à liberdade de imprensa contra um pano de fundo de endurecimento político

Os jornalistas de Bangladesh estão entre as primeiras vítimas colaterais do endurecimento do poder da Liga Awami e de sua líder, a primeira-ministra Sheikh Hasina, no poder desde 2009. A campanha antes de sua reeleição, no final de 2018, foi acompanhada por um aumento preocupante das violações da liberdade de imprensa: violência perpetrada por ativistas políticos contra repórteres de campo, bloqueio arbitrário de sites de notícias, prisões arbitrárias de jornalistas ... Os jornalistas dos dois maiores diários, o bengali Prothom Alo e o anglófono Daily Star, não são admitidos nas coletivas de imprensa do governo. No início de 2020, uma dúzia de jornalistas que cobriam, dessa vez, as eleições municipais em Dhaka, a capital, foram violentamente atacados por ativistas da Liga Awami e de sua ala estudantil, a Liga Chhatra. Do ponto de vista jurídico, o poder executivo possui uma arma feita sob medida para silenciar vozes incômodas: a lei de segurança digital de 2018 prevê penas de até 14 anos de prisão por “propaganda negativa”. Como resultado, o nível de autocensura alcançou recordes, já que os editores temem, com razão, ser jogados na prisão e ver seus veículos de comunicação fechados. Quanto aos jornalistas e blogueiros que ousem defender uma visão excessivamente secular da sociedade, eles continuam sendo alvo de representantes dos círculos fundamentalistas islâmicos, que não hesitam em persegui-los, ou até abatê-los.

151
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

150 em 2019

Pontuação global

-1.37

50.74 em 2019

  • 1
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
Ver o Barômetro