Áustria

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A televisão estatal ORF na mira da coalizão

Ameaças à liberdade de imprensa aumentaram desde a entrada no governo austríaco do partido de extrema-direita FPÖ em dezembro de 2017. Ataques verbais sistemáticos contra as reportagens que incomodam tornaram-se comuns enquanto jornalistas independentes que cobrem escândalos são rotulados como de "extrema esquerda" e acusados de querer minar a política do governo. O exemplo mais marcante é o do apresentador da televisão estatal ORF, Armin Wolf, descrito como "mentiroso" pelo vice-chanceler Heinz-Christian Strache. Ataques pessoais contra jornalistas são mais frequentes e os levam a se autocensurar para não se tornar vítima de mensagens de ódio. Outro fato notório: o gabinete do ministro do Interior austríaco de extrema-direita, Herbert Kickl, recomendou no outono aos serviços de imprensa das diretorias regionais da polícia que limitassem ao "mínimo legal" a comunicação com três publicações acusadas "viés" em seu trabalho jornalístico: os jornais Kurier (centro) e Der Standard (centro-esquerda), assim como o semanário Falter (de esquerda). O futuro do canal de televisão estatal austríaco ORF ainda é muito incerto e a nova lei há muito esperada sobre a mídia ainda não foi revelada.

16
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-5

11 em 2018

Pontuação global

+1.29

14.04 em 2018

  • 0
    journalistes tués em 2019
  • 0
    journalistes citoyens tués em 2019
  • 0
    collaborateurs tués em 2019
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