Argentina

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Violência policial e comunicação pública em risco

A polarização entre os meios de comunicação públicos e privados é muito forte na Argentina. A lei de mídia de 2009, que constituía um avanço em termos de pluralismo e garantia uma melhor distribuição das frequências entre os veículos públicos, privadas e comunitários, foi modificada durante a presidência de Macri (2015-2019). A nova legislação favoreceu os movimentos de concentração e beneficiou os principais grupos da mídia, enquanto a mídia estatal, alvo de grandes cortes no orçamento, foi consideravelmente enfraquecida. Os meios de comunicação argentinos, considerados críticos demais, são rotineiramente alvo de queixas de calúnia apresentadas aos tribunais civis, que, na maioria das vezes, resultam em sanções econômicas destinadas a sufocá-los financeiramente. Desde 2017, no contexto de grandes manifestações, houve muitos casos de repórteres e jornalistas independentes agredidos e vítimas de violência policial nas cidades grandes. Durante sua posse em dezembro de 2019, o novo presidente Alberto Fernández anunciou mudanças importantes, sobretudo nos critérios de concessão da publicidade oficial.

64
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-7

57 em 2019

Pontuação global

+0.48

28.30 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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