Angola

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Meios de comunicação tradicionais ainda sob controle

Embora a chegada ao poder do novo presidente João Lourenço, em setembro de 2017, tenha posto fim a 40 anos de governo do clã dos Santos, os quatro canais de TV, as rádios e os cerca de vinte títulos da imprensa escrita permanecem, em grande parte, sob o controle ou a influência do governo e do partido no poder. A censura e a autocensura, herança de anos de repressão que marcaram o antigo regime, permanecem muito presentes, como evidenciado pela falta de cobertura dada pelos meios de comunicação públicos ao protesto dos parlamentares de oposição em outubro de 2019, que acenaram com um cartão amarelo ao presidente durante seu pronunciamento à nação. Apenas algumas poucas rádios e um punhado de sites de notícia conseguem produzir informações críticas e independentes. Os custos exorbitantes das licenças de rádio e televisão são um freio ao pluralismo, impedindo a entrada de novos atores no contexto dos meios de comunicação angolanos.Uma série de leis adotadas em 2016 obrigam os meios de comunicação audiovisuais a retransmitir as declarações oficiais do presidente à nação e facilitam também as queixas por difamação, que é passível de punição. Os jornalistas não têm acesso às sessões plenárias da Assembleia Nacional. Ainda assim, sinais encorajadores foram enviados em 2018 com a absolvição de dois jornalistas investigativos pela justiça, que reconheceu que eles haviam exercido sua "obrigação de informar objetivamente", e com a presença em jornais estatais de colunas da oposição. Mas ainda se espera pela descriminalização dos delitos de imprensa exigida pelos atores do setor.

106
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+3

109 em 2019

Pontuação global

-1.04

34.96 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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