Angola

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Meios de comunicação tradicionais ainda sob controle

Embora a chegada ao poder do novo presidente João Lourenço, em setembro de 2017, tenha posto fim a 40 anos de governo do clã dos Santos, os quatro canais de TV, as 17 rádios e os cerca de vinte jornais permanecem, em grande parte, sob o controle ou a influência do governo e do partido no poder. Apenas a Rádio Ecclesia e um punhado de sites conseguem produzir informações críticas e independentes. Os custos exorbitantes das licenças de rádio e televisão impedem o pluralismo, impedindo a chegada de novos atores no panorama dos meios de comunicação angolanos. Uma série de leis adotadas em 2016 obrigam as mídias audiovisuais a retransmitir as declarações oficiais do presidente à Nação e facilitam também os processos judiciais por difamação, que é passível de penas de prisão. Sinais encorajadores foram emitidos em 2018 com a absolvição de dois jornalistas investigativos pela justiça, que reconheceu que eles tinham exercido sua "obrigação de informar objetivamente" e a presença em jornais estatais de colunas da oposição. Mas ainda se espera pela descriminalização dos delitos de imprensa exigida pelos atores do setor.

109
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+12

121 em 2018

Pontuação global

-3.39

38.35 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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