África

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A liberdade de informação tem muitas faces neste continente, onde coexistem tanto a prolífica imprensa do Senegal quanto o silêncio ensurdecedor dos meios de comunicação privados na Eritreia ou no Djibuti. Apesar da onda de liberalização nos anos 1990, muitas vezes, ainda se vêem práticas arbitrárias de censura, especialmente na internet, com cortes ocasionais da rede em alguns países; prisões de jornalistas a partir de alegações como "cibercriminalidade", "difusão de informações falsas" e "luta contra o terrorismo"; e violentas agressões, com frequência na maior impunidade. O estado da liberdade de imprensa ainda depende, em grande parte, do contexto político e social. Períodos eleitorais e manifestações são comumente acompanhados de abusos contra jornalistas. A fraqueza econômica dos veículos de comunicação os expõe a influências políticas e econômicas prejudiciais à sua independência. No geral, os veículos de comunicação estatais tendem a ser porta-vozes do governo ou ferramentas de propaganda e ainda estão longe de realmente oferecer informações de serviço público livres, independentes e representativas da pluralidade de opiniões. Nos últimos anos, sob o pretexto de combater a desinformação e o discurso de ódio, houve uma proliferação de novas leis com disposições vagas e liberticidas que podem ser facilmente usadas para amordaçar jornalistas. Outro fenômeno preocupante é o aumento dos ataques online, frequentemente por trolls próximos ou diretamente ligados ao poder, com o objetivo de desacreditar ou intimidar jornalistas. Em 2020, os jornalistas africanos foram fortemente impactados pela crise do novo coronavírus, sofrendo com três vezes mais agressões e prisões entre 15 de março e 15 de maio, conforme registrado pela RSF e em comparação ao mesmo período do ano anterior.


na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

0

em 2020

Pontuação global

0

0 em 2020

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