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12 Marzo 2003 - Actualizado el 20 Enero 2016

Os meios de comunicação de massa públicos na linha de mira das autoridades (versão portuguesa)


Repórteres sem Fronteiras inquieta-se com a grave deterioração da situação da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau, após a expulsão de um jornalista da Rádio Nacional pelo Secretário de Estado da Informação, João Manuel Gomes.
Repórteres sem Fronteiras inquieta-se com a grave deterioração da situação da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau, após a expulsão de um jornalista da Rádio Nacional pelo Secretário de Estado da Informação, João Manuel Gomes. "Após terem atacado os meios de comunicação de massa privados e fechado a principal rádio da oposição, as autoridades têm agora por alvo os meios de comunicação de massa públicos. A algumas semanas das eleições legislativas, esse facto põe gravemente em causa o pluralismo da informação na Guiné-Bissau", afirmou Robert Ménard, secretário Geral de Repórteres sem Fronteiras. "O governo está a assumir o controlo de todos os sectores da informação e, actualmente, a oposição não tem quase nenhuma possibilidade de expressar-se", acrescentou. A Organização pede ao governo guineense que deixe os jornalistas dos meios de comunicação públicos e privados trabalharem com toda a liberdade e segurança. No dia 8 de Março de 2003, Ensa Seidi, chefe de redacção da Rádio Nacional, foi molestado e expulso das instalações da estação por ordem do Secretário de Estado da Informação, João Manuel Gomes. Censura-se ao jornalista o facto de ter realizado e divulgado uma reportagem sobre a volta ao país de Francisco Fadul, antigo Primeiro Ministro e, hoje, líder de um partido da oposição. Francisco Fadul anunciou a sua intenção de candidatar-se às eleições presidenciais que se deverão realizar após o escrutínio legislativo do próximo dia 20 de Abril. Repórteres sem Fronteiras lembra que, no dia 27 de Fevereiro de 2003, o governo anunciou o cancelamento definitivo da autorização para emitir antes concedida à Bombolom FM. A Rádio é acusada de falta de "profissionalismo", "pluralismo" e "objectividade" na sua cobertura da actualidade. A estação fora fechada até segunda ordem no dia 13 de Fevereiro, depois de ter dado a palavra a um deputado da oposição que, na ocasião, fez severas críticas ao Presidente da República.