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20 Junio 2002 - Actualizado el 20 Enero 2016

Liberação do diretor do Correio de Bissau (versão portuguesa)


20.06.2002 João de Barros, diretor do jornal cotidiano privado Correio de Bissau, foi liberado no final da tarde de 19 de junho, depois de uma audiência com um oficial de justiça encarregado das investigações. João de Barros deverá comparecer de dez em dez dias ao tribunal. Seu advogado confirmou que o jornalista foi preso em razão das críticas ao governo guineense difundidas pela emissora privada Rádio Bombolom. _________________________________________________________________ 19.06.2002 Repórteres sem Fronteiras exprime sua intensa preocupação com a detenção e o anúncio da greve de fome de João de Barros, diretor de publicação do cotidiano privado Correio de Bissau. "Esse jornalista é vítima de uma verdadeira perseguição por parte das autoridades. A cada vez que critica o Presidente ou o seu governo, é detido ou o seu jornal é fechado", explicou Robert Ménard, Secretário Geral de Repórteres sem Fronteiras. Em carta ao Presidente Kumba Ialá, a organização pediu que fossem tomadas as medidas necessárias para que o jornalista fosse liberado imediatamente. "Pelo que sabemos, João de Barros apenas exerce o seu direito à livre expressão e nada pode justificar sua prisão. Trata-se de uma violação grave aos direitos humanos", acrescentou Robert Ménard. Segundo as informações obtidas por Repórteres sem Fronteiras, João de Barros foi detido por membros da polícia de segurança no dia 17 de junho de 2002 e imediatamente conduzido à prisão central da cidade de Bissau. No dia seguinte, Barros anunciou que começaria uma greve de fome até que o incidente "fosse completamente esclarecido". O jornalista é acusado de ter criticado o Chefe de Estado através da sua emissora privada Rádio Bombolom e, em particular, de ter qualificado de "catastrófico" um discurso do Presidente Kumba Ialá, no qual este acusava a Gâmbia de estar preparando um golpe de Estado contra ele. Segundo João de Barros, o "desperdício das verbas públicas", que mais servem para adquirir "carros de luxo" para os dirigentes do que para combater a extrema pobreza da população, constitui a provável origem dessas supostas tentativas de golpes de Estado. Repórteres sem Fronteiras ressalta que João de Barros já havia sido detido durante 48 horas em junho de 2001, depois de ter publicado um artigo intitulado "Kumba Ialá e a corrupção". Seu jornal, o Diário de Bissau, tinha sido igualmente fechado, em outubro do mesmo ano, por ordem do procurador da República. João de Barros decidiu, então, relançar o Correio de Bissau, periódico que havia desaparecido cinco anos antes.