Noticias

10 Febrero 2014 - Actualizado el 16 Octubre 2016

Um cinegrafista sucumbe a ferimentos sofridos em manifestação no Rio


É com profunda tristeza que Repórteres sem Fronteiras toma conhecimento do falecimento do cinegrafista brasileiro Santiago Ilídio Andrade, o primeiro jornalista morto desde o início das revoltas populares em junho de 2013. No dia 6 de fevereiro, Santiago Andrade ficou preso no meio de um altercado entre a Polícia Militar e manifestantes, enquanto cobria para a TV Bandeirantes um movimento de protesto contra um novo aumento das tarifas dos transportes públicos.

O jornalista fora atingido na cabeça por um rojão de vara, provavelmente lançado pelos manifestantes que participavam nos confrontos. Transportado no mesmo dia para o Hospital Souza Aguiar, no Rio, já em estado crítico, apresentava queimadura múltiplas e um afundamento de crânio. Sujeito a uma operação de mais de quatro horas de duração, sucumbiu aos ferimentos na tarde do dia 10 de fevereiro de 2014.

“Mais do que nunca, Repórteres sem Fronteiras exorta tanto as forças da ordem como os manifestantes para que respeitem o trabalho dos jornalistas que cobrem os movimentos populares. Solicitamos às autoridades competentes que realizem tudo o que esteja ao seu alcance para que os responsáveis da morte de Santiago Andrade sejam identificados e sancionados. Não deve prevalecer a impunidade, constatada com demasiada frequência nos ataques contra os profissionais da informação que acompanham manifestações. As autoridades devem tomar medidas à altura da gravidade dessa tragédia, ainda para mais tendo em conta o afluxo de atores da informação que a Copa do Mundo de futebol levará ao país, dispostos a cobrir acontecimentos não só desportivos mas também sociais”, declara Lucie Morillon, Diretora da Investigação de Repórteres sem Fronteiras.

Repórteres sem Fronteiras lamenta a frequência dos ataques que já atingiram, de maneira propositada ou involuntária, pelo menos 114 jornalistas desde junho de 2013. Em 2014, foram já três os jornalistas que sofreram na pele agressões da polícia ou de manifestantes. Sebastião Moreira, da agência EFE, fora ferido pela Polícia Militar no passado dia 25 de janeiro, em São Paulo.


Slideshow: La Nación